Poucas decisões geram tanta dúvida quanto a cor da aliança. Amarelo, branco ou rosé? Existe uma opção mais resistente? Mais moderna? Mais elegante? Qual exige menos manutenção?
A verdade é que cada cor tem sua própria história, suas características e até diferenças na forma como envelhece com o tempo. Entender essas diferenças torna essa escolha mais simples.
O ouro sempre foi amarelo?
Durante milhares de anos o ouro foi utilizado praticamente em sua cor natural. A tonalidade amarela intensa era, inclusive, uma demonstração de riqueza, já que quanto mais puro o ouro, mais vivo é seu tom.
O ouro branco surgiu apenas no século XX, principalmente como alternativa à platina durante períodos de guerra e escassez. Sua aparência discreta rapidamente conquistou espaço e, poucas décadas depois, já era um dos metais preferidos para joias com diamantes.
Já o ouro rosé ganhou força muito mais recentemente, impulsionado pela joalheria contemporânea e pela moda. Mais do que uma questão de tendência, cada uma delas passou a representar um estilo diferente.
Por que existem diferentes cores de ouro?
O ouro puro possui uma coloração naturalmente amarela.
Como ele é extremamente macio, não pode ser utilizado sozinho em joias. Por isso, ele é combinado com outros metais. É justamente essa combinação que determina a cor final da liga.
- Ouro amarelo: prata e cobre.
- Ouro branco: metais claros, como paládio, prata e outros elementos.
- Ouro rosé: maior proporção de cobre.
Independentemente da cor, uma joia em ouro 18k continua tendo 75% de ouro puro. O que muda é apenas a composição dos 25% restantes.
1. Ouro amarelo: muito diferente do passado
Muita gente imagina o ouro amarelo como aquele tom bem intenso usado décadas atrás. Na realidade, isso mudou bastante.
Hoje a maior parte das joalherias trabalha com um amarelo muito mais suave. O resultado é uma tonalidade mais suave, discreta e fácil de combinar com outras peças.
Na prática, o ouro amarelo atual está bem distante daquele aspecto extremamente dourado que muitas pessoas ainda têm na memória.
2. Ouro branco: elegante, mas exige manutenção
Muitas pessoas acreditam que o ouro branco é naturalmente branco. Na verdade, ele possui um leve tom acinzentado.
Para alcançar aquele branco intenso que vemos nas vitrines, praticamente todas as alianças recebem um revestimento de ródio. Esse banho deixa a superfície extremamente branca e brilhante. É esse acabamento que cria a aparência característica do ouro branco que estamos acostumados a ver nas vitrines.
Com o uso diário, entretanto, esse revestimento vai se desgastando - e isso é absolutamente normal. Dependendo do uso, pode ser necessário renovar o banho de ródio após alguns anos para recuperar o aspecto original.
Não significa que a joia esteja estragada. É apenas uma característica desse acabamento.
Mito ou Verdade: O ouro branco fica amarelo?
MITO. O ouro branco não fica amarelo. O que acontece é o desgaste gradual do banho de ródio, revelando a cor natural da liga, que possui um tom levemente acinzentado.
3. Ouro rosé: personalidade sem exageros
O ouro rosé deixou de ser uma tendência passageira e hoje ele conquistou espaço definitivo na alta joalheria. Sua tonalidade quente transmite delicadeza, modernidade e um estilo um pouco menos tradicional.
É uma excelente escolha para quem deseja fugir do convencional sem abrir mão da elegância. Também costuma harmonizar muito bem com diferentes tons de pele.
CURIOSIDADE: O ouro rosé também já foi conhecido como "ouro russo", porque se popularizou entre os joalheiros da Rússia Imperial no século XIX.
Uma quarta opção: o Ouro Nobre
Além das tradicionais ligas em ouro amarelo, branco e rosé, algumas joalherias também desenvolvem ligas próprias.
Na ViVD, criamos o Ouro Nobre: uma liga exclusiva com tonalidade naturalmente clara, inspirada na neutralidade do ouro branco, mas sem a necessidade do banho de ródio.
Como é produzido sob encomenda, ele representa uma alternativa para quem busca um visual discreto e contemporâneo aliado à praticidade de uma liga que preserva sua aparência natural ao longo do tempo.
Existe uma cor mais resistente?
Essa é uma dúvida bastante comum.
Na prática, as ligas de ouro branco e ouro rosé costumam ser um pouco mais duras do que a liga de ouro amarelo. Para quem trabalha na fabricação de joias, essa diferença é perceptível: elas exigem mais cuidado e trabalho durante a fabricação, cravação e acabamento.
Mas isso não significa que uma aliança em ouro branco ou rosé será mais resistente ao uso diário. A durabilidade de uma joia depende muito mais da qualidade do projeto e da execução do que da cor da liga utilizada.
Uma solda bem executada, uma espessura adequada, um bom encaixe das pedras e uma cravação feita com precisão influenciam muito mais na vida útil da peça do que pequenas diferenças de dureza entre as ligas.
Em outras palavras: uma aliança bem confeccionada em ouro amarelo tende a ser mais durável do que uma aliança mal executada em ouro branco.
Por isso, ao escolher uma joia, vale a pena olhar além da cor do ouro. A qualidade da fabricação faz toda a diferença — tanto no primeiro dia quanto muitos anos depois.
O ouro branco é mais caro para fabricar
Embora as alianças em ouro 18K tenham a mesma quantidade de ouro puro, o processo de fabricação não é exatamente igual.
No caso do ouro branco, existe uma etapa adicional: o banho de ródio.
Além de exigir mais tempo de produção, esse acabamento utiliza o ródio, um metal nobre de alto valor, responsável por proporcionar o branco intenso característico das joias em ouro branco.
Por esse motivo, é comum encontrar joalherias que cobram um valor adicional pelas alianças em ouro branco.
*Esse custo adicional está relacionado ao processo de fabricação e não à quantidade de ouro presente na joia.
Hoje, muitos casais já não escolhem alianças iguais
Durante muito tempo existiu a ideia de que as alianças do casal precisavam ser exatamente iguais. Mesmo modelo, mesma largura e a mesma cor de ouro. Hoje isso mudou.
Cada vez mais casais procuram alianças que reflitam a personalidade de cada um, mas que continuem conversando entre si.
É comum, por exemplo, que um prefira ouro amarelo enquanto o outro escolha ouro branco. Em outros casos, ambos escolhem o mesmo modelo, mas em larguras diferentes. Há também quem combine acabamentos distintos, como uma versão lisa para um e cravejada para o outro.
O mais importante é que as duas alianças conversem entre si, sem que precisem ser idênticas.
Na ViVD, vemos essa liberdade crescer a cada ano. Afinal, duas pessoas podem compartilhar a mesma história sem deixar de expressar o próprio estilo.
Talvez esse seja o maior significado das alianças atualmente: representar a união do casal, sem apagar a individualidade de cada um.
Leia também: Alianças iguais ou diferentes? Como criar um par que combine com a personalidade de cada um.

